Inflação permanece nos 2,1% em Setembro
A taxa de inflação em Portugal ficou inalterada nos 2,1% em Setembro, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A Saúde, a Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis e os Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas foram as que apresentaram as contribuições positivas mais significativas para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 52,4% da variação registada pelo IPC."A única contribuição negativa verificou-se ao nível das Comunicações. As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga"; refere o INE.
A expressão aumento generalizado significa que a inflação não incide apenas sobre os preços de alguns bens e serviços, mas sim sobre os preços da grande maioria dos bens e serviços. Não incide apenas sobre os preços pagos pelos consumidores, mas também sobre os preços pagos aos produtores daqueles bens e serviços.
A inflação não incide apenas sobre os preços de bens e de serviços, mas também sobre outros preços, como por exemplo os salários (preço da mão-de-obra).
A inflação ocorre quando o nível geral de preços aumenta.
O cálculo da inflação é efectuado com base em índices de preços dos quais o Índice de Preços no Consumidor (IPC) é o mais importante. O IPC quantifica o preço médio de um conjunto de bens e serviços (designado por cabaz) comprados pelos consumidores.
A taxa de inflação é a variação percentual do IPC de um ano para o outro.
3 Graus de inflação:
Inflação moderada: É caracterizada pelo aumento lento e previsível dos preços. Pode definir-se como uma inflação anual de um só dígito. A maior parte dos países industriais passou por inflação moderada na última década.
Inflação galopante: É uma inflação de dois, três dígitos, de 20, 100 ou 200%. Muitos países latino-americanos como a Argentina, o Chile e o Brasil, tiveram taxa de inflação de 50 ate 700% ao ano nas décadas de 1970/80.
Hiperinflação: Ainda que as economias pareçam sobreviver com uma inflação galopante, nada de bom se pode dizer de uma economia em hiperinflação, onde os preços aumentam um milhão por cento ao ano.
Entre Janeiro de 1922 e Novembro de 1923, o índice de preços da República Alemã de Weimar aumentou de 1 para 10 000 000 000.Com obrigações alemãs no valor de 300 milhões de marcos em 1922 não se conseguiria comprar um bombom dois anos mais tarde.
Numa economia com uma maior inflação, torna-se mais complicado fazer a distinção entre as variações dos preços relativos e as variações ao nível geral dos preços. Outro dos motivos pelos quais é importante o controlo da inflação é o facto desta provoca uma diminuição do poder de compra e dos salários. Ou, até, para que se possa controlar a desvalorização ou depreciação da moeda.
A inflação prejudica a eficácia económica, dado que distorce os preços relativos.

Em pleno século XXI a taxa de inflação tem vindo a sofrer uma descida acentuada.
No ano de 2001, a taxa de inflação rondava os 4,4% e a partir dessa data, os valores têm vindo a diminuir consideravelmente.
Em 2002 a taxa já era de 3,6%, e em 2006 a taxa de inflação era já, de apenas 2,2%.
Quais os sectores da economia que foram os responsáveis por essa evolução e quais os que contrariaram essa tendência?

Como podemos constatar na tabela, temos como influência positiva na taxa de variação homóloga, factores ligados à saúde, à habitação, à alimentação e a sectores como os da água, da electricidade, do gás e outros combustíveis, que podemos considerar que forneceram, de modo evidente, um contributo positivo para a formação dessa mesma taxa. Por outro lado, são apresentados factores que contribuíram para a retracção da taxa de variação homóloga, como, por exemplo e principalmente a área das comunicações.
Como será possível controlar a inflação?
Poderemos controlar a inflação através do controlo do Índice de Preços do Consumidor, optar por uma política monetária rigorosa que assegure a estabilidade dos preços.Terá de ser feito um controlo dos agentes económicos, de modo a que estes não prejudiquem a economia do país em detrimento dos seus próprios interesses.Controlo da produtividade e dos salários – a disparidade entre os dois não deve provocar um aumento do preço da produção, que acaba por se espalhar a elementos do consumo do indivíduo.
Para controlar a inflação é necessário restringir os gastos públicos e aumentar as taxas de juro. O Banco Central Europeu (BCE) é o principal controlador da inflação.
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